O primeiro assunto que é necessário dominar antes de investir, é a distinção entre ativos de Renda Fixa e Variável. Você sabe a diferença?

Em linhas gerais, os ativos de renda fixa representam um “empréstimo” a uma instituição que irá pagar juros sobre o capital investido, enquanto ativos de renda variável representam um “pedaço” de uma empresa ou cota de um fundo. Quando se investe em Renda Fixa, você é credor de alguém (bancos, governos, empresas, etc), e quando se investe em Renda Variável, você é sócio de alguém (empresa, fundos, corretoras, etc).

Na Renda Fixa a rentabilidade é conhecida no momento da contratação/aplicação, ainda que seja atrelada a um índice (Ex.: 112% do CDI, ou IPCA + 4,5%). Assim, constitui os ativos mais conservadores, onde não há oscilação para baixo na data de vencimento (final de aplicação).

Na Renda Variável não é possível mensurar qual será a rentabilidade ao longo do período, podendo ser negativa, inclusive. São ativos de maior risco, portanto, e exigem mais conhecimento, tempo e experiência do investidor. Cabe acrescentar que em renda variável, com carteiras bem estruturadas, a performance costuma ser muito atrativa no médio e longo prazo. Desta forma, ter títulos de renda variável é caminho natural para o investidor com o passar do tempo.

Feita a distinção, vamos elencar aqui os principais ativos de cada tipo de investimento:

– RENDA FIXA

Tesouro Direto: Títulos para captação de dinheiro para os cofres públicos;

CDB: Título privados, emitidos por bancos. Sua rentabilidade se dá por meio de um percentual do CDI, e o prazo de aplicação é pré-definido;

Fundos de Renda Fixa: O valor aplicado passa a compor um fundo gerido por um terceiro, que irá utilizar os recursos em investimentos como Tesouro e CDBs, além de outros títulos de crédito. Não há prazo de aplicação, mas é interessante verificar as taxas de administração e prazos de resgate;

Poupança: Rende 70% da taxa selic. Ou seja, todos os meses o dinheiro perde valor;

– RENDA VARIÁVEL

Ações: Representa uma fatia de uma empresa que abriu seu capital social para ser negociado em uma bolsa de valores. Ao comprar uma ação, você se torna sócio da empresa, e tem direito a participação nos lucros dela, além de poder se beneficiar de sua valorização no tempo

BDR’s: São títulos da bolsa brasileira que representam ações listadas em bolsas no exterior. É uma forma indireta de investir no exterior;

Fundos de Investimento: Investimento em conjunto com outros investidores, em vários títulos com características ou com um propósito específico (Dividendos, diversificação, setores, etc).

ETF’s: São fundos que buscam replicar um índice específico (bolsas, dividendos, governança, moedas, países, setores, etc). Com um ETF você já pode diversificar sua carteira automaticamente;

FIIs – Fundos Imobiliários: Fundos onde cada cotista participa de um conjunto de imóveis, com o objetivo de participar tanto da valorização dos imóveis, quanto dos rendimentos dos aluguéis;

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