Se sua empresa tem lucros sobrando, e não tem ainda onde aplicar imediatamente estas reservas, quais as opções mais recomendadas do que fazer com este dinheiro, quando não existem planos no curto e médio prazo?

Existem várias opções recomendadas para fazer um uso eficaz dessas reservas financeiras. Algumas das mais recorrentes são pagar dívidas de forma antecipada, reduzindo custos financeiros futuros, e formar uma reserva de emergência, para se proteger de cenários inesperados ou períodos de baixas vendas.

Outras opções incluem distribuir lucros aos sócios, investir em capacitação, marketing ou pesquisa, além de realizar filantropia corporativa para melhorar a imagem da empresa.

Mas quando a empresa não tem planos no curto e médio, ou até longo prazo, para uma reserva de lucros que foi formada, como o empresário pode decidir onde aplicar este dinheiro de forma segura?

Desvalorização do dinheiro no tempo

Em primeiro lugar, sempre é interessante ressaltar que não é recomendado deixar o dinheiro parado em uma conta corrente, devido à desvalorização do dinheiro no tempo, por conta da inflação e outros fatores econômicos. Deixar dinheiro “parado” é sinônimo de perder dinheiro pela correção monetária não realizada. Dito isto, esta reserva deve ser aplicada em algum tipo de investimento.

E quais são as opções mais seguras?

Para realizar boas escolhas, quando se trata de investimentos de curto prazo, o empreendedor deve considerar investimentos de baixo risco e alta liquidez, como títulos do Tesouro, CDBs ou fundos de investimento de curto prazo. Eles podem oferecer algum retorno financeiro, mesmo que seja modesto, enquanto mantêm o dinheiro acessível, em caso de necessidade.

Caso os planos para este dinheiro sejam somente de longo prazo, ou seja, acima de 12 meses, existem opções de CBDs e LCIs que oferecem retornos maiores, de forma fixa, guardada a condição de aplicação pelo prazo total contratado. Estas opções são interessantes quando a reserva acumulada, ou parte dela, não tenha efetivamente planos no médio prazo, e a empresa deseje obter retorno acima da inflação, ou no mínimo, do que da maioria das aplicações de curto prazo.

Por fim, investimentos em renda variável não são recomendados para este fim, pois possuem retorno indefinido, podendo inclusive dar prejuízo à empresa investidora, no período em que o dinheiro estiver aplicado nestes títulos.

Lembre-se de que a escolha dependerá da situação financeira específica da empresa, dos objetivos de longo prazo e da estratégia de negócios. É uma boa prática envolver um contador ou consultor financeiro para avaliar as melhores opções com base nas necessidades da empresa.

Outras dicas importantes:

1 – Bancos de Reputação Sólida: Opte por instituições financeiras bem estabelecidas e de renome. Grandes bancos comerciais e instituições financeiras sólidas costumam oferecer opções de investimento de curto prazo seguras.

2 – Liquidez: Certifique-se de que os investimentos escolhidos são altamente líquidos, o que significa que você pode acessar o dinheiro rapidamente quando necessário. Normalmente, títulos do Tesouro e CDBs (Certificados de Depósito Bancário) têm alta liquidez.

3 – Diversificação: Evite concentrar todos os fundos em um único investimento. Diversificar entre diferentes tipos de investimentos de curto prazo pode reduzir o risco. Por exemplo, considere investir em fundos de investimento de curto prazo, títulos do Tesouro e CDBs.

4 – Prazo de Vencimento: Esteja ciente do prazo de vencimento dos investimentos. Certifique-se de que eles se alinham com a necessidade de acesso ao dinheiro. Alguns investimentos de curto prazo têm prazos que variam de alguns dias a alguns anos.

5 – Avaliação de Risco: Avalie o risco associado a cada investimento. Títulos do Tesouro são considerados de baixo risco, enquanto os CDBs podem variar em termos de risco, dependendo da instituição emissora. Fundos de investimento de curto prazo também têm diferentes níveis de risco.

6 – Garantia do FGC: Se optar por CDBs, verifique se a instituição financeira emissora é membro do FGC (Fundo Garantidor de Créditos). Isso oferece uma garantia de até um determinado valor em caso de insolvência da instituição.

7 – Taxas e Custos: Esteja ciente das taxas e custos associados aos investimentos. Eles podem afetar o retorno líquido. Compare as taxas e escolha investimentos com baixos custos.

8 – Avaliação Periódica: Revise regularmente os investimentos de curto prazo para garantir que ainda atendam às necessidades da empresa. À medida que as condições do mercado mudam, você pode precisar ajustar sua estratégia de investimento.

9 – Consultoria Profissional: É uma boa prática consultar um consultor financeiro ou contador que possa ajudar a determinar a estratégia de investimento mais adequada às necessidades e ao perfil de risco da empresa.

Conclusão

Lembre-se de que a segurança dos investimentos de curto prazo é importante para proteger o capital da empresa. Avaliar cuidadosamente todas as opções e considerar os riscos ajudará a tomar decisões financeiramente sólidas.

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