
Um bom plano de contas deve seguir alguns preceitos básicos, e conter um número de contas adequado, tanto para ser funcional e sem excessos, quanto para ser completo, não faltando contas necessárias para o registro. O objetivo do plano de contas é padronizar e categorizar os lançamentos do controle financeiro, facilitando a vida do empresário, e permitindo futuras análises dos dados.
A possibilidade de categorizar os gastos é uma das ferramentas mais básicas de um controle financeiro. Só com uma boa categorização dos gastos e receitas o empresário terá plena noção do seu perfil de gastos e de fontes de recursos, podendo fazer análises poderosas e tomar boas decisões. Saber não somente para onde vai o seu dinheiro, mas em qual “guarda-chuvas” aquele gasto se encontra, é muito importante.
Então, o plano de contas ideal deve:
- Incluir o maior número possível de contas que possam ser utilizadas no ramo específico de atividade para o qual foi elaborado, seguindo uma lógica de padronização (jamais poderá conter duas ou mais contas representando o mesmo fato econômico);
- Ser planejado de forma a permitir a inclusão de qualquer conta nova sem alterar a codificação das já existentes.
- Facilitar a elaboração de balancetes e balanços, (evidenciando inclusive contas patrimoniais), mediante o simples relacionamento das contas, segundo a codificação planejada.
- Utilizar codificação que facilmente identifique as contas e que exija a menor quantidade possível de dígitos.
- Distinguir claramente as contas patrimoniais das de resultado, evidenciando as características próprias do ramo do negócio (comercial, industrial, bancária, de serviços, de transportes, social, pública etc.).
- Facilitar o levantamento de informações específicas para fins administrativos (custos, liquidez financeira, rotação de capitais, investimento específicos etc.), para fins fiscais (lucro tributável, impostos recuperáveis ou a recolher etc.), ou para fins de divulgação.
Por fim, a classificação básica de um bom plano de contas financeiro deve incluir as categorias: Receita Operacional; Outras Receitas; Receitas financeiras; Tomada de Empréstimos; Deduções da Receita; Despesas e custos diretos; Despesas Operacionais; Despesas Financeiras; Investimentos; Fundos de reserva; Distribuição de Lucros.
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